bruna siqueira campos
brunasiqueira.pe@dabr.com.br
Publicação: 01/03/2015 03:00
Além de Suape e Goiana
A política de incentivos aos conjuntos industriais não é coisa nova em Pernambuco. Antes de Suape ou Goiana, outros governos já haviam dado o pontapé no desenvolvimento de polos com propostas semelhantes, como é o caso do Parqtel, no Curado, ou do Conjunto Industrial Multifabril de Jaboatão, em Santo Aleixo. A diferença entre eles é basicamente a mesma: a gritante carência por serviços básicos e melhorias de infraestrutura, que castiga principalmente os que estão à margem de empreendimentos bilionários, como a fábrica da Jeep. Em comum, os polos mais periféricos - no que diz respeito a investimentos públicos - têm queixas que vão da falta de segurança aos acessos viários mal preservados. É neste grupo que estão o Parqtel e o Conjunto Industrial Multifabril de Jaboatão, ambos na rota da BR-232. Some-se a isso falta de fiscalização do Executivo municipal, que não coíbe problemas comuns, como a favelização do entorno, e se limita a recolher lixo e tirar capim das calçadas. O empresário Mássimo Cadorin, síndico do conjunto industrial de Jaboatão, não lembra a última vez que o complexo recebeu um investimento para requalificar sua infraestrutura. Diz que há cerca de cinco anos os empresários conseguiram que a AD Diper empenhasse verba para a realização de obras urgentes, mas a proposta acabou se revelando mais como uma “maquiagem”, o que gerou discórdia entre as cerca de 30 indústrias do espaço. Embora tais empresas empreguem ao menos 2,5 mil trabalhadores diretos, penam por problemas antigos, como a regularização dos terrenos. Na época do então governador Marco Maciel, quando o conjunto de 28 hectares “nasceu”, eram alugados. Quem não aproveitou os incentivos para aquisição das áreas com financiamento do Banco do Nordeste, nos anos 1990, amarga um longo jogo de empurra entre governo do estado e prefeitura por conta de anos de IPTU atrasado e afins.
Espera sem fim
Cadorin explica que o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, recebeu tempos atrás uma agenda com 13 pleitos dos empresários. Entre as contrapartidas estava a criação de uma escola para a comunidade, o que foi feito. Mas a falta de apoio do poder público inviabilizou o seu funcionamento. E a lista de pedidos continua sem receber retorno.
Marcada no calendário
O Shopping Costa Dourada abrirá as portas do seu hotel, de bandeira InterCity, em outubro. O empreendedor do centro de compras, Eduardo Cardoso, diz que nenhuma desaceleração dos investimentos industriais no Litoral Sul, por conta do “Petrolão”, afetará os planos do grupo. Afinal, é o único equipamento hoteleiro no formato executivo que está a 1,5 quilômetro de distância das primeiras indústrias de Suape. O investimento no prédio de 296 apartamentos foi de R$ 30 milhões.
Negócios da moda
A 8ª Rodada de Negócios do Agreste Pernambucano, que começa na quinta-feira, em Gravatá, terá um formato mais enxuto neste ano. Das cerca de cem marcas que participam desta edição, no Hotel Canarius, o segmento de jeanswear é o mais representativo, reunindo 60% das empresas. Haverá um showroom e 40 salas para negociações entre fornecedores e clientes.
Tacaruna homenageia
A empresária Maria das Vitórias Carneiro Cavalcanti, da Pitú, será uma das homenageadas na 15ª edição do Prêmio Tacaruna Mulher, no próximo dia 5. Sob seu comando, a indústria de cachaça tornou-se líder do mercado no Nordeste e vice-líder no segmento nacional, com exportações para a Alemanha e rumo aos mercados da Ásia e das Américas. A executiva é destaque na categoria política, economia e negócios.
A política de incentivos aos conjuntos industriais não é coisa nova em Pernambuco. Antes de Suape ou Goiana, outros governos já haviam dado o pontapé no desenvolvimento de polos com propostas semelhantes, como é o caso do Parqtel, no Curado, ou do Conjunto Industrial Multifabril de Jaboatão, em Santo Aleixo. A diferença entre eles é basicamente a mesma: a gritante carência por serviços básicos e melhorias de infraestrutura, que castiga principalmente os que estão à margem de empreendimentos bilionários, como a fábrica da Jeep. Em comum, os polos mais periféricos - no que diz respeito a investimentos públicos - têm queixas que vão da falta de segurança aos acessos viários mal preservados. É neste grupo que estão o Parqtel e o Conjunto Industrial Multifabril de Jaboatão, ambos na rota da BR-232. Some-se a isso falta de fiscalização do Executivo municipal, que não coíbe problemas comuns, como a favelização do entorno, e se limita a recolher lixo e tirar capim das calçadas. O empresário Mássimo Cadorin, síndico do conjunto industrial de Jaboatão, não lembra a última vez que o complexo recebeu um investimento para requalificar sua infraestrutura. Diz que há cerca de cinco anos os empresários conseguiram que a AD Diper empenhasse verba para a realização de obras urgentes, mas a proposta acabou se revelando mais como uma “maquiagem”, o que gerou discórdia entre as cerca de 30 indústrias do espaço. Embora tais empresas empreguem ao menos 2,5 mil trabalhadores diretos, penam por problemas antigos, como a regularização dos terrenos. Na época do então governador Marco Maciel, quando o conjunto de 28 hectares “nasceu”, eram alugados. Quem não aproveitou os incentivos para aquisição das áreas com financiamento do Banco do Nordeste, nos anos 1990, amarga um longo jogo de empurra entre governo do estado e prefeitura por conta de anos de IPTU atrasado e afins.
Espera sem fim
Cadorin explica que o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, recebeu tempos atrás uma agenda com 13 pleitos dos empresários. Entre as contrapartidas estava a criação de uma escola para a comunidade, o que foi feito. Mas a falta de apoio do poder público inviabilizou o seu funcionamento. E a lista de pedidos continua sem receber retorno.
Marcada no calendário
O Shopping Costa Dourada abrirá as portas do seu hotel, de bandeira InterCity, em outubro. O empreendedor do centro de compras, Eduardo Cardoso, diz que nenhuma desaceleração dos investimentos industriais no Litoral Sul, por conta do “Petrolão”, afetará os planos do grupo. Afinal, é o único equipamento hoteleiro no formato executivo que está a 1,5 quilômetro de distância das primeiras indústrias de Suape. O investimento no prédio de 296 apartamentos foi de R$ 30 milhões.
Negócios da moda
A 8ª Rodada de Negócios do Agreste Pernambucano, que começa na quinta-feira, em Gravatá, terá um formato mais enxuto neste ano. Das cerca de cem marcas que participam desta edição, no Hotel Canarius, o segmento de jeanswear é o mais representativo, reunindo 60% das empresas. Haverá um showroom e 40 salas para negociações entre fornecedores e clientes.
Tacaruna homenageia
A empresária Maria das Vitórias Carneiro Cavalcanti, da Pitú, será uma das homenageadas na 15ª edição do Prêmio Tacaruna Mulher, no próximo dia 5. Sob seu comando, a indústria de cachaça tornou-se líder do mercado no Nordeste e vice-líder no segmento nacional, com exportações para a Alemanha e rumo aos mercados da Ásia e das Américas. A executiva é destaque na categoria política, economia e negócios.