Fique de olho no cálculo das milhas
Alta do dólar também
impacta programs
de fidelidades das
companhias aéreas e
bancos, que em geral usam moeda para fazer a pontuação
Rosália Vasconcelos
rosaliavasconcelos.pe@dabr.com.br
Publicação: 20/03/2015 03:00
Aalta do dólar começou a impactar também os programas de fidelidade das companhias aéreas e instituições financeiras que se baseiam na moeda norte-americana para troca de pontos. Para quem tem o costume de só pagar as contas e compras na função crédito do cartão, na intenção de acumular pontos e milhas, é bom ficar atento para não se endividar. Além disso, como cada banco possui modalidades diferentes de cartão de crédito, que influenciam nos valores da pontuação, o ideal é pesquisar qual o programa de fidelidade é mais lucrativo para o acúmulo de milhas.
Quando o programa de fidelidade obriga o cliente a trocar as compras em real pelo dólar, há uma consequente desvalorização da pontuação, o que faz com que o cliente tenha que consumir mais para obter o mesmo número de pontos ou que diminua a capacidade de recompensa dos gastos.
Por exemplo, se, antes, cada R$ 2,60, em média, eram revertidos para US$ 1 que se convertia em 1 ponto, hoje, o cliente precisa gastar uma média de R$ 3,20 para obter a mesma pontuação. Ou seja, para juntar 1.000 o consumidor terá que gastar no cartão R$ 3,2 mil, quando antes gastaria R$ 2,6 mil.
“A questão do dólar tem impacto porque o consumidor terá que comprar mais no cartão de crédito ou não conseguirá obter uma boa pontuação. Só vale a pena investir nesses benefícios se a pessoa for organizada e disciplinada no uso e pagamento em dia dos seus cartões de crédito”, adverte o economista Marcelo Barros.
Consulta
Ele orienta que o cliente consulte as milhas, já que nem sempre é possível atingir a pontuação mínima antes do prazo de validade dos bônus. “Quando falamos em programas de fidelidade, normalmente as pessoas estão interessadas em obter milhas aéreas para viajar de graça. Mas esses programas, hoje, também bonificam os pontos por bens de consumo e serviços.”, diz Barros.
Segundo ele, o momento pode ser uma boa oportunidade, por exemplo, para resgatar os pontos em eletrônicos e outros produtos que exigem menor pontuação, ajudando também a economizar num momento de cenário econômico incerto. “O ideal seria que os programas mudassem a forma de contabilizar os pontos, convertendo a partir das compras em real. Mas acho difícil a curto prazo. A metodologia pode ser alterada num futuro, por questões mercadológicas, mas não seria agora”, avalia. Barros lembra ainda que pode haver uma majoração dos pontos por conta da alta do dólar e que é importante, quem puder, resgatar os pontos antes que os produtos exijam maiores pontuações.
A proprietária da Sevagtur, Silvana Aguiar, disse que, para não deixar de movimentar o mercado, muitas companhias aéreas têm realizado promoções, o que pode diminuir a quantidade de milhas necessárias para obter uma passagem. “O meu receio não é tanto a alta do dólar, porque sempre há esses mecanismos para que as pessoas não deixem de viajar. Tenho medo de que haja uma recessão que achate a classe média, que é o grande público que viaja”, avalia.
Quando o programa de fidelidade obriga o cliente a trocar as compras em real pelo dólar, há uma consequente desvalorização da pontuação, o que faz com que o cliente tenha que consumir mais para obter o mesmo número de pontos ou que diminua a capacidade de recompensa dos gastos.
Por exemplo, se, antes, cada R$ 2,60, em média, eram revertidos para US$ 1 que se convertia em 1 ponto, hoje, o cliente precisa gastar uma média de R$ 3,20 para obter a mesma pontuação. Ou seja, para juntar 1.000 o consumidor terá que gastar no cartão R$ 3,2 mil, quando antes gastaria R$ 2,6 mil.
“A questão do dólar tem impacto porque o consumidor terá que comprar mais no cartão de crédito ou não conseguirá obter uma boa pontuação. Só vale a pena investir nesses benefícios se a pessoa for organizada e disciplinada no uso e pagamento em dia dos seus cartões de crédito”, adverte o economista Marcelo Barros.
Consulta
Ele orienta que o cliente consulte as milhas, já que nem sempre é possível atingir a pontuação mínima antes do prazo de validade dos bônus. “Quando falamos em programas de fidelidade, normalmente as pessoas estão interessadas em obter milhas aéreas para viajar de graça. Mas esses programas, hoje, também bonificam os pontos por bens de consumo e serviços.”, diz Barros.
Segundo ele, o momento pode ser uma boa oportunidade, por exemplo, para resgatar os pontos em eletrônicos e outros produtos que exigem menor pontuação, ajudando também a economizar num momento de cenário econômico incerto. “O ideal seria que os programas mudassem a forma de contabilizar os pontos, convertendo a partir das compras em real. Mas acho difícil a curto prazo. A metodologia pode ser alterada num futuro, por questões mercadológicas, mas não seria agora”, avalia. Barros lembra ainda que pode haver uma majoração dos pontos por conta da alta do dólar e que é importante, quem puder, resgatar os pontos antes que os produtos exijam maiores pontuações.
A proprietária da Sevagtur, Silvana Aguiar, disse que, para não deixar de movimentar o mercado, muitas companhias aéreas têm realizado promoções, o que pode diminuir a quantidade de milhas necessárias para obter uma passagem. “O meu receio não é tanto a alta do dólar, porque sempre há esses mecanismos para que as pessoas não deixem de viajar. Tenho medo de que haja uma recessão que achate a classe média, que é o grande público que viaja”, avalia.