Roberto Pereira
Ex-secretário de Educação e Cultura
de Pernambuco
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Publicação: 21/06/2014 03:00
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A moral reúne um elenco de normas, costumes, valores que traçam o comportamento do ser humano no grupo social, impondo um conjunto de leis, de preceitos, sendo, assim, normativa. A ética não arrola leis, embora cada Lei tenha a sua ética, intuindo também a moral como fundamento ao seu cumprimento, à sua obediência.
E a cidadania? Pouco explicável e muito compreendida. Remonta aos primórdios da humanidade. A cidadania se concretiza mediante a conciliação entre o conhecimento e a conquista dos direitos humanos. O direito à vida é o maior deles, mas banalizado pela barbárie que tanto vilipendia a dignidade; o direito à igualdade, este e aquele independentemente da epidérmica, da ideologia, da religião, do sexo, da nacionalidade.
Os direitos humanos têm sido violados numa ofensa à individualidade, à liberdade, ao ideário democrático, estes, naturais à cidadania, esta, imbricada ao ser político e social. A Constituição de 1988 subtraiu toda e qualquer desigualdade política, mas fracassou na transformação que se esperava da realidade brasileira. A Constituição cidadã, à Ulisses Guimarães, foi uma retórica do então presidente da Câmara Federal, para, no arroubo do discurso, exortar todos a seguirem os preceitos constitucionais no que concerne à conduta moral, à ética e à cidadania que se esperava florescer das suas injunções legais.
O artigo I da Declaração dos Direitos do Homem é lapidar à cidadania: “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.” Nas urnas podemos devemos/escolher candidatos com o perfil destes valores: ética, moral e cidadania para, num dia próximo, assim sendo, assim seja!