Fernando Azevedo
Médico
fj-azevedo@uol.com.br
Publicação: 20/03/2015 03:00
Li recentemente um livro que recomendo a todas as mulheres (sobretudo) Histórias íntimas, da escritora Mary Del Priori. Um documento importante, porque analisa o comportamento e a submissão das mulheres aos homens desde a chegada da Família Real até os dias de hoje. Com 74 anos, assisti isso, diria até os anos 60. Peguei a época que nenhuma mãe trabalhava, não fumava ou bebia, não dirigia carro e era só mãe e depois avó. Usar calça comprida nem pensar.
Análise também da virgindade sexual, o hímem como troféu, o lençol sangrado para exibição pelos pais. Conheci de perto também um médico aborteiro e reconstituidor de hímens das “descabaçadas” como se dizia. Anulações de casamento se o noivo percebesse que não foi o primeiro.
Hoje felizmente tudo ou quase tudo acabou e a mulher a cada dia, marca sua presença em todas as atividades. Que bom! A virgindade genital nada vale e os namorados dormem juntos e vão se conhecendo. A virgindade moral, no entanto não pode sofrer danos, não pode sangrar. Não há o reconstituidor desse hímem da dignidade a ser requisitado para restaura-la.
É o que está acontecendo com a classe política que nos dirige. Li os três livros sobre Getulio Vargas, uma vida em permanente ebulição. Comunistas, integralistas, germanófilos, americanistas, militares em cena com o Exército, Marinha e Aeronáutica fortes e participantes, imprensa atuante, jornais fechados e destruídos, mas não havia a figura do ladrão.
O primeiro citado é Ademar de Barros, o rouba mais faz. Um aprendiz para os dias de hoje, mas que acumulou fortuna. Intelectuais, homens altamente preparados politicamente saíram de seus mandatos sem manchas e pobres.
O próprio Getúlio que foi presidente eleito e ditador só deu ao povo e nada levou consigo. O mar de lama lhe rodeava, daí o seu suicídio, mas nunca tocou em um réis do povo.
Agora não, quase todos usam a política para descaradamente enriquecerem. Figuras marcadas pela corrupção não saem de cena nas eleições seguintes.
O curral eleitoral continua bem vivo embora cada dia mais caro, mas o dinheiro da falcatrua é o nosso e não o deles. A degradação de princípios éticos se eleva, o declínio moral aumenta e vemos a triste notícia de uma criança de seis anos no Rio de Janeiro assaltando uma senhora.
O dinheiro para a educação, para a saúde e o bem comum vai para o bolso desses desgraçados. Felizmente surge uma luz na escuridão e nasceu a partir de um escuro, o ministro Joaquim Barbosa, exemplo de vida a coragem para enfrentar esses podres homens.
Aparece agora um novo padrão de honradez, um jovem juiz a quem o brasileiro deve reverências e que outros da área jurídica devem copiar o modelo para defender nossa gente dessas indignidades de homens públicos corrompidos, que a sociedade deve desprezá-los deixando-os presos num regime aberto. Chega, definitivamente! Morou?
Análise também da virgindade sexual, o hímem como troféu, o lençol sangrado para exibição pelos pais. Conheci de perto também um médico aborteiro e reconstituidor de hímens das “descabaçadas” como se dizia. Anulações de casamento se o noivo percebesse que não foi o primeiro.
Hoje felizmente tudo ou quase tudo acabou e a mulher a cada dia, marca sua presença em todas as atividades. Que bom! A virgindade genital nada vale e os namorados dormem juntos e vão se conhecendo. A virgindade moral, no entanto não pode sofrer danos, não pode sangrar. Não há o reconstituidor desse hímem da dignidade a ser requisitado para restaura-la.
É o que está acontecendo com a classe política que nos dirige. Li os três livros sobre Getulio Vargas, uma vida em permanente ebulição. Comunistas, integralistas, germanófilos, americanistas, militares em cena com o Exército, Marinha e Aeronáutica fortes e participantes, imprensa atuante, jornais fechados e destruídos, mas não havia a figura do ladrão.
O primeiro citado é Ademar de Barros, o rouba mais faz. Um aprendiz para os dias de hoje, mas que acumulou fortuna. Intelectuais, homens altamente preparados politicamente saíram de seus mandatos sem manchas e pobres.
O próprio Getúlio que foi presidente eleito e ditador só deu ao povo e nada levou consigo. O mar de lama lhe rodeava, daí o seu suicídio, mas nunca tocou em um réis do povo.
Agora não, quase todos usam a política para descaradamente enriquecerem. Figuras marcadas pela corrupção não saem de cena nas eleições seguintes.
O curral eleitoral continua bem vivo embora cada dia mais caro, mas o dinheiro da falcatrua é o nosso e não o deles. A degradação de princípios éticos se eleva, o declínio moral aumenta e vemos a triste notícia de uma criança de seis anos no Rio de Janeiro assaltando uma senhora.
O dinheiro para a educação, para a saúde e o bem comum vai para o bolso desses desgraçados. Felizmente surge uma luz na escuridão e nasceu a partir de um escuro, o ministro Joaquim Barbosa, exemplo de vida a coragem para enfrentar esses podres homens.
Aparece agora um novo padrão de honradez, um jovem juiz a quem o brasileiro deve reverências e que outros da área jurídica devem copiar o modelo para defender nossa gente dessas indignidades de homens públicos corrompidos, que a sociedade deve desprezá-los deixando-os presos num regime aberto. Chega, definitivamente! Morou?