Márcia Brainer Jatobá
Jornalista
mbjatoba@hotmail.com
Publicação: 20/03/2015 03:00
Lá estava ele fechado, imponente silencioso. Há algumas semanas passando por lá senti uma tristeza muito grande, pois fatos marcantes de minha vida voltaram à minha memória.
Comecei a frequentá-lo ainda criança, pois lá moravam meus tios. Tudo era festa; família grande, motivando movimentos de festas, e minha alegria maior era poder atravessar a praça para ver os peixinhos nadando em águas límpidas e as belas vitórias-régias; depois, voltávamos para casa onde ouvíamos sempre conversas dos adultos, conversas que versavam geralmente sobre assuntos políticos.
Lá está estava ele fechado, imponente, silencioso; mas foi lá o abrigo do casal Osvaldo Costa Lima (o Marechal) e Judite Jatobá da Costa Lima. Tiveram 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres dentre eles Osvaldo Lima Filho (Osvaldinho) que se destacou não só como deputado, mas também como ministro de Estado no governo de João Goulart; nesse sobrado viveu uma família que veio a projetar-se social e politicamente a nível estadual e também nacional.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; lá conviveram crianças, jovens, parentes e vizinhos havendo também auxiliares que desempenharam funções de motoristas e governantas; também hospedava do mais simples morador do município de Bom Jardim a Deputados, Ministros de Estado e até Governadores. Por lá passaram entre outros, Estácio Souto Maior que, como Osvaldinho, também foi ministro no governo de Jango, desta vez na área de Saúde, Ademar de Barros, governador de São Paulo, Café Filho deputado, ministro de Estado e presidente do país.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; mas foi palco de grandes acontecimentos sociais, culturais e políticos. Nasceram e casaram filhos, nasceram netos e bisnetos o que pela quantidade de filhos, os casamentos, os nascimentos e as formaturas eram constantes e transformados em eventos que ali se repetiam com frequência.
La estava ele fechado, imponente, silencioso; ao seu lado a Ecola Padre Donino (homenagem dada ao irmão do Marechal Osvaldo Lima), escola esta cuja diretora era carinhosamente chamada de Ceminha também irmã de Osvaldo Lima, um ícone na educação em Casa Forte e adjacências, através de seus ensinamentos por lá passaram jovens que vieram a despontar na nossa sociedade nos meios políticos e demais campos profissionais. Ceminha foi um marco na história da educação de Pernambuco.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; lembraria também com tristeza, a partida de seus entes queridos, deixando triste e vazio o Sobrado branco da Praça de Casa Forte. Foram momentos de glória, de apogeu e também de muita tristeza, mas o velho Sobrado da Praça de Casa Forte continuará lá por muito tempo para não deixar apagar a memória daqueles que conheceram e participaram de sua história.
Comecei a frequentá-lo ainda criança, pois lá moravam meus tios. Tudo era festa; família grande, motivando movimentos de festas, e minha alegria maior era poder atravessar a praça para ver os peixinhos nadando em águas límpidas e as belas vitórias-régias; depois, voltávamos para casa onde ouvíamos sempre conversas dos adultos, conversas que versavam geralmente sobre assuntos políticos.
Lá está estava ele fechado, imponente, silencioso; mas foi lá o abrigo do casal Osvaldo Costa Lima (o Marechal) e Judite Jatobá da Costa Lima. Tiveram 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres dentre eles Osvaldo Lima Filho (Osvaldinho) que se destacou não só como deputado, mas também como ministro de Estado no governo de João Goulart; nesse sobrado viveu uma família que veio a projetar-se social e politicamente a nível estadual e também nacional.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; lá conviveram crianças, jovens, parentes e vizinhos havendo também auxiliares que desempenharam funções de motoristas e governantas; também hospedava do mais simples morador do município de Bom Jardim a Deputados, Ministros de Estado e até Governadores. Por lá passaram entre outros, Estácio Souto Maior que, como Osvaldinho, também foi ministro no governo de Jango, desta vez na área de Saúde, Ademar de Barros, governador de São Paulo, Café Filho deputado, ministro de Estado e presidente do país.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; mas foi palco de grandes acontecimentos sociais, culturais e políticos. Nasceram e casaram filhos, nasceram netos e bisnetos o que pela quantidade de filhos, os casamentos, os nascimentos e as formaturas eram constantes e transformados em eventos que ali se repetiam com frequência.
La estava ele fechado, imponente, silencioso; ao seu lado a Ecola Padre Donino (homenagem dada ao irmão do Marechal Osvaldo Lima), escola esta cuja diretora era carinhosamente chamada de Ceminha também irmã de Osvaldo Lima, um ícone na educação em Casa Forte e adjacências, através de seus ensinamentos por lá passaram jovens que vieram a despontar na nossa sociedade nos meios políticos e demais campos profissionais. Ceminha foi um marco na história da educação de Pernambuco.
Lá estava ele fechado, imponente, silencioso; lembraria também com tristeza, a partida de seus entes queridos, deixando triste e vazio o Sobrado branco da Praça de Casa Forte. Foram momentos de glória, de apogeu e também de muita tristeza, mas o velho Sobrado da Praça de Casa Forte continuará lá por muito tempo para não deixar apagar a memória daqueles que conheceram e participaram de sua história.