Publicação: 20/03/2015 03:00
A expectativa de mudança no governo israelense se frustrou com a eleição de segunda-feira. Havia a perspectiva de o partido direitista Likud perder cadeiras para a rival de centro-esquerda União Sionista. As urnas, contrariando as últimas pesquisas de intenção de votos, não confirmaram o que parecia certo poucos dias antes do pleito: 30 das 120 cadeiras contra 24.
Nenhuma das siglas tem número suficiente para eleger o primeiro-ministro. Coalizões, por isso, se impõem. A União Sionista afirmou que não se aproximará do Likud, que terá de se aliar a legendas mais à direita para formar o governo. Em cenário bem provável, Benjamin Netanyahu deverá conduzir os destinos do país pela quarta vez.
Talvez não seja pessimismo dizer que se atenua a esperança de alguma distensão no Oriente Médio. Pela primeira vez, um primeiro-ministro israelense entra em confronto com presidente norte-americano. Há conflito entre os dois chefes de governo. Obama, para deixar legado dos oito anos que ocupou a Casa Branca, sugeriu a entrega de território em troca de paz.
Netanyahu é contra. Mas simulava certa flexibilidade. No fim da campanha eleitoral, em que a derrota parecia iminente, jogou pesado contra os vizinhos. Mantida a posição intransigente, não se vai conseguir concretizar a medida necessária para estabilizar o Oriente Médio. A região vai continuar encrencada.
Duas semanas antes das eleições, Netanyahu falou no Congresso dos Estados Unidos a convite do Partido Republicano, sem o aval da Casa Branca. Trata-se de honra com apenas um precedente — só Winston Churchill se dirigiu aos congressistas americanos como estadista estrangeiro. O premiê israelense aproveitou a ocasião para criticar as negociações nucleares com o Irã conduzidas por Obama. Classificou-as de “mau acordo”. Sem dúvida, os fatos tornam mais difíceis as negociações no Oriente Médio. Difícil, vale lembrar, não é sinônimo de impossível. Mas de exigência de mais empenho e mais diplomacia.
Nenhuma das siglas tem número suficiente para eleger o primeiro-ministro. Coalizões, por isso, se impõem. A União Sionista afirmou que não se aproximará do Likud, que terá de se aliar a legendas mais à direita para formar o governo. Em cenário bem provável, Benjamin Netanyahu deverá conduzir os destinos do país pela quarta vez.
Talvez não seja pessimismo dizer que se atenua a esperança de alguma distensão no Oriente Médio. Pela primeira vez, um primeiro-ministro israelense entra em confronto com presidente norte-americano. Há conflito entre os dois chefes de governo. Obama, para deixar legado dos oito anos que ocupou a Casa Branca, sugeriu a entrega de território em troca de paz.
Netanyahu é contra. Mas simulava certa flexibilidade. No fim da campanha eleitoral, em que a derrota parecia iminente, jogou pesado contra os vizinhos. Mantida a posição intransigente, não se vai conseguir concretizar a medida necessária para estabilizar o Oriente Médio. A região vai continuar encrencada.
Duas semanas antes das eleições, Netanyahu falou no Congresso dos Estados Unidos a convite do Partido Republicano, sem o aval da Casa Branca. Trata-se de honra com apenas um precedente — só Winston Churchill se dirigiu aos congressistas americanos como estadista estrangeiro. O premiê israelense aproveitou a ocasião para criticar as negociações nucleares com o Irã conduzidas por Obama. Classificou-as de “mau acordo”. Sem dúvida, os fatos tornam mais difíceis as negociações no Oriente Médio. Difícil, vale lembrar, não é sinônimo de impossível. Mas de exigência de mais empenho e mais diplomacia.