JAILSON DA PAZ
Publicação: 01/10/2016 03:00
À diocese uma catedral. Essa, conforme a tradição da Igreja Católica, é a igreja-mãe. E mãe nem sempre pronta para abrigar as exigências pastorais das dioceses. Em particular pelo tamanho. E a mais nova diocese pernambucana, a de Salgueiro, no Sertão, criada em 2010, vive o dilema. Na catedral, a Matriz de Santo Antônio, cabem cerca de 300 fiéis sentados. A capacidade da matriz é um dos argumentos para o lançamento do projeto de uma nova catedral.
Em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, o projeto será apresentado no próximo dia 12. Mas um edifício desse porte não se faz de um dia para o outro. A Catedral da Sé, em Olinda, teve início da sua obra em 1537, sendo depois reconstruída e reformada. Na época do domínio holandês, chegou a ser usada como estrebaria e foi incendiada em 1631. Demorou décadas para atingir a atual dimensão.
Em Salgueiro, o tempo previsto é menor. O cronograma indica que esteja aberta a celebrações, mesmo incompleta, em dez anos no máximo. Seis anos é o prazo mínimo para o funcionamento da nova catedral. “Esse é o nosso horizonte”, adiantou padre Josenilton Pereira Matias, integrante da comissão central construção do projeto da catedral. A velocidade das obras dependerá dos recursos captados junto aos fiéis e a empresas. Mas as cifras devem ser altas, fazendo jus às dimensões da futura catedral.
A torre terá altura aproximada de um edifício de 27 andares. Terá uma área construída três vezes maior do que a da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, da Diocese de Petrolina, da qual Salgueiro foi desmembrada. Dessa catedral, a de Salgueiro herdará o formato de cruz. É um projeto nos moldes clássicos da tradição católica, que valoriza elementos como a visibilidade da obra. E a grandeza.
Pronta, a igreja terá capacidade para abrigar 2.300 pessoas sentadas e poderá ser avistada a quilômetros. Uma catedral, explicou o bispo de Salgueiro, dom Magnus Henrique Lopes, vai além de pedra e cal. É um projeto coletivo e demorado. “Nem sempre o bispo que começa o projeto consegue ir até o seu fim”, disse.
Na história das catedrais das outras nove dioceses pernambucanas, a maioria dos primeiros bispos nem sequer viu esses templos serem levantados. Já os encontraram edificados. Foi assim nas dioceses de Nazaré da Mata, na Mata Norte, e Palmares, na Mata Sul, com templos que antes de catedrais eram matrizes de paróquias. E antes do reconhecimento da condição de matriz e das dimensões atuias foram capelas.
Capelas construídas em taipa, no primeiro momento. Em nada elas lembravam a ideia de casa principal de uma diocese ou a sede de um bispado. A exemplo do que pretende a Diocese de Salgueiro, a de Petrolina também começou a funcionar sem um grande templo. Essa alcançou a condição de diocese em 1923 e somente em 1926 teve a construção da catedral iniciada. O bispo que colocou a pedra fundamental, como colocará dom Magnus Lopes em Salgueiro, inaugurou a catedral de Petrolina. Era dom Antônio Maria Malan.
Pelo estado
Catedral da Sé ou de São Salvador do Mundo
A igreja sede da Arquidiocese de Olinda e Recife recebeu título de catedral em 1676, ano em que o Vaticano criou a Diocese de Olinda. Praticamente destruída no período domínio holandês, no século 20 foi descaracterizada arquitetonicamente e depois restaurada. Tem capacidade para 480 fiéis sentados.
Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes
Preserva as características arquitetônicas da época em que foi erguida à condição de catedral da Diocese de Palmares, janeiro de 1962. O templo, fundado em 1868, teve as estruturas comprometidas pelas enchentes do Rio Una de 2000 e 2010. Ao ser recuperada, passou por mudanças internas.
Catedral da Imaculada Conceição
Foi designada igreja-mãe da Diocese de Nazaré, em agosto de 1918, pelo papa Bento XV. Na época, o templo apresentava os traços atuais, como as duas torres e elementos internos em mármores espanhol e português. Erguida a partir de 1858, era o centro da vida católica do município.
Catedral de Santo Antônio
Foi indicada catedral da Diocese de Salgueiro pelo pontífice Bento XV. Desde a criação da diocese, em 2010, a também matriz da Paróquia de Santo Antônio guarda as mesmas características.
Catedral de Bom Jesus dos Remédios
Foi designada catedral da Diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, pelo papa Pio XII, em julho de 1956. Na época, o templo estava totalmente construído. A igreja começou a ser erguida em 1911 pelo padre e arquiteto Carlos Cottart. Ocupou lugar de capela.
Catedral de Bom Jesus dos Aflitos
Funciona como igreja principal da Diocese de Floresta, no Sertão, desde fevereiro de 1964, ano em que o Vaticano recriou esta diocese. A primeira versão foi criada em dezembro de 1910. Oito anos depois, a Santa Sé extingiu Floresta, substituída pela Diocese de Pesqueira.
Catedral de Nossa Senhora das Dores
A atual catedral da Diocese de Caruaru, criada em 1948, difere totalmente, do ponto vista arquitetônico, da catedral primitiva. A primeira, construída em meados do século 19, tinha duas torres e um jardim lateral. Foi demolido em 1964 sob o argumento de modernização.
Catedral de Santo Antônio
Quando elevada à condição de catedral da Diocese de Garanhuns, a igreja devotada ao santo casamenteiro era a matriz da principal paróquia do município. Tem capacidade para cerca de 700 pessoas sentadas. Datada do século 19, passou por reforma na década de 1980.
Catedral do Sagrado Coração de Jesus
Foi construída especificamente para ser a catedral da Diocese de Petrolina, no Sertão do São Frascisco. Em forma de cruz, o templo, moderno, foi erguido sobre o bispado de dom Antônio Maria Malan.
Catedral de Santa Águeda
É o mesmo edifício da época em que Bento XV, em agosto de 1918, erigiu a Diocese de Pesqueira, no Agreste pernambucano. Quando elevada à condição de catedral, a então matriz estava de pé há 66 anos. Foram necessários 25 anos para atingir o atual formato.
Em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, o projeto será apresentado no próximo dia 12. Mas um edifício desse porte não se faz de um dia para o outro. A Catedral da Sé, em Olinda, teve início da sua obra em 1537, sendo depois reconstruída e reformada. Na época do domínio holandês, chegou a ser usada como estrebaria e foi incendiada em 1631. Demorou décadas para atingir a atual dimensão.
Em Salgueiro, o tempo previsto é menor. O cronograma indica que esteja aberta a celebrações, mesmo incompleta, em dez anos no máximo. Seis anos é o prazo mínimo para o funcionamento da nova catedral. “Esse é o nosso horizonte”, adiantou padre Josenilton Pereira Matias, integrante da comissão central construção do projeto da catedral. A velocidade das obras dependerá dos recursos captados junto aos fiéis e a empresas. Mas as cifras devem ser altas, fazendo jus às dimensões da futura catedral.
A torre terá altura aproximada de um edifício de 27 andares. Terá uma área construída três vezes maior do que a da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, da Diocese de Petrolina, da qual Salgueiro foi desmembrada. Dessa catedral, a de Salgueiro herdará o formato de cruz. É um projeto nos moldes clássicos da tradição católica, que valoriza elementos como a visibilidade da obra. E a grandeza.
Pronta, a igreja terá capacidade para abrigar 2.300 pessoas sentadas e poderá ser avistada a quilômetros. Uma catedral, explicou o bispo de Salgueiro, dom Magnus Henrique Lopes, vai além de pedra e cal. É um projeto coletivo e demorado. “Nem sempre o bispo que começa o projeto consegue ir até o seu fim”, disse.
Na história das catedrais das outras nove dioceses pernambucanas, a maioria dos primeiros bispos nem sequer viu esses templos serem levantados. Já os encontraram edificados. Foi assim nas dioceses de Nazaré da Mata, na Mata Norte, e Palmares, na Mata Sul, com templos que antes de catedrais eram matrizes de paróquias. E antes do reconhecimento da condição de matriz e das dimensões atuias foram capelas.
Capelas construídas em taipa, no primeiro momento. Em nada elas lembravam a ideia de casa principal de uma diocese ou a sede de um bispado. A exemplo do que pretende a Diocese de Salgueiro, a de Petrolina também começou a funcionar sem um grande templo. Essa alcançou a condição de diocese em 1923 e somente em 1926 teve a construção da catedral iniciada. O bispo que colocou a pedra fundamental, como colocará dom Magnus Lopes em Salgueiro, inaugurou a catedral de Petrolina. Era dom Antônio Maria Malan.
Pelo estado
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Catedral da Sé ou de São Salvador do Mundo
A igreja sede da Arquidiocese de Olinda e Recife recebeu título de catedral em 1676, ano em que o Vaticano criou a Diocese de Olinda. Praticamente destruída no período domínio holandês, no século 20 foi descaracterizada arquitetonicamente e depois restaurada. Tem capacidade para 480 fiéis sentados.
Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes
Preserva as características arquitetônicas da época em que foi erguida à condição de catedral da Diocese de Palmares, janeiro de 1962. O templo, fundado em 1868, teve as estruturas comprometidas pelas enchentes do Rio Una de 2000 e 2010. Ao ser recuperada, passou por mudanças internas.
Catedral da Imaculada Conceição
Foi designada igreja-mãe da Diocese de Nazaré, em agosto de 1918, pelo papa Bento XV. Na época, o templo apresentava os traços atuais, como as duas torres e elementos internos em mármores espanhol e português. Erguida a partir de 1858, era o centro da vida católica do município.
Catedral de Santo Antônio
Foi indicada catedral da Diocese de Salgueiro pelo pontífice Bento XV. Desde a criação da diocese, em 2010, a também matriz da Paróquia de Santo Antônio guarda as mesmas características.
Catedral de Bom Jesus dos Remédios
Foi designada catedral da Diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, pelo papa Pio XII, em julho de 1956. Na época, o templo estava totalmente construído. A igreja começou a ser erguida em 1911 pelo padre e arquiteto Carlos Cottart. Ocupou lugar de capela.
Catedral de Bom Jesus dos Aflitos
Funciona como igreja principal da Diocese de Floresta, no Sertão, desde fevereiro de 1964, ano em que o Vaticano recriou esta diocese. A primeira versão foi criada em dezembro de 1910. Oito anos depois, a Santa Sé extingiu Floresta, substituída pela Diocese de Pesqueira.
Catedral de Nossa Senhora das Dores
A atual catedral da Diocese de Caruaru, criada em 1948, difere totalmente, do ponto vista arquitetônico, da catedral primitiva. A primeira, construída em meados do século 19, tinha duas torres e um jardim lateral. Foi demolido em 1964 sob o argumento de modernização.
Catedral de Santo Antônio
Quando elevada à condição de catedral da Diocese de Garanhuns, a igreja devotada ao santo casamenteiro era a matriz da principal paróquia do município. Tem capacidade para cerca de 700 pessoas sentadas. Datada do século 19, passou por reforma na década de 1980.
Catedral do Sagrado Coração de Jesus
Foi construída especificamente para ser a catedral da Diocese de Petrolina, no Sertão do São Frascisco. Em forma de cruz, o templo, moderno, foi erguido sobre o bispado de dom Antônio Maria Malan.
Catedral de Santa Águeda
É o mesmo edifício da época em que Bento XV, em agosto de 1918, erigiu a Diocese de Pesqueira, no Agreste pernambucano. Quando elevada à condição de catedral, a então matriz estava de pé há 66 anos. Foram necessários 25 anos para atingir o atual formato.