Meta de inflação do país passará a ser contínua

Presidente Lula assinou decreto que mudou a sistemática que acompanha o índice inflacionário brasileiro. Meta para os próximos dois meses será de 3%

Publicação: 27/06/2024 03:00

O governo federal publicou, ontem, decreto do presidente Lula (PT) que muda a sistemática para acompanhar a meta de inflação do país, que é medida pelo índice Nacional de Preços  ao Consumidor Amplo (IPCA). A partir do ano que vem, a meta será contínua, ou seja, analisada continuamente para saber se a inflação está dentro da faixa estabelecida. O modelo atual é do "ano-calendário", que faz a análise no período entre janeiro e dezembro. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o decreto, a variação será apurada mês a mês, e a meta será considerada descumprida quando a inflação estiver fora da faixa por seis meses consecutivos. De acordo com o presidente Lula, a meta atual de 3% foi mantida na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ocorreu ontem.

O decreto inclui ainda que o Banco Central (BC) divulgará a cada trimestre o Relatório de Política Monetária, contendo o desempenho da nova sistemática, os resultados das decisões passadas sobre a política monetária e a previsão da inflação. Em caso de descumprimento da meta, o Banco Central emitirá uma carta aberta explicando todas as razões, destinada ao Ministério da Fazenda.

Além de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), também assina o texto. Haddad, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já oficializaram a manutenção da meta em 3% para os próximos dois anos. Eles formam o CMN. (Correio Braziliense)