Relatório dos Estados Unidos critica o Brasil Às vésperas do anúncio do tarifaço pelo governo americano, documento afirma que os brasileiros impõem altas tarifas sobre as importações

Publicação: 02/04/2025 03:00

Relatório divulgado ontem por escritório ligado ao governo dos Estados Unidos faz críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe às importações. O texto critica tarifas brasileiras sobre etanol, filmes estadunidenses, bebidas alcoólicas, produtos de telecomunicações, máquinas e equipamentos e carne suína, além de reclamar da preferência dada pela legislação e normas do Brasil aos produtores nacionais.

O documento deve servir de base ao novo tarifaço que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu anunciar hoje. Trump afirmou que vai impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos estadunidenses. O chefe da Casa Branca tem chamado o novo tarifaço de “Dia da Libertação”.

Para subsidiar as novas tarifas, o Escritório do Representante Comercial dos EUA produziu documento de quase 400 páginas que descreve as tarifas que os EUA enfrentam nas exportações para 59 países ou blocos comerciais. O Brasil ocupa seis páginas no relatório e é apresentado como uma nação que impõe tarifas relativamente altas sobre importações de uma ampla gama de setores.

O governo brasileiro, no entanto, espera ser poupado do tarifaço prometido pelo presidente Donald Trump. “Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em meio às incertezas, com 70 votos favoráveis e nenhum contrário, o Senado Federal aprovou, ontem, o “PL da Reciprocidade”, que permite ao governo retaliar medidas unilaterais comerciais que prejudiquem a competitividade das exportações do Brasil. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)