por Ricardo Dantas Barreto
diariopolitico@diariodepernambuco.com.br
Publicação: 03/04/2025 03:00
Se não bastasse o climão que ficou entre a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado, devido à PEC do deputado Alberto Feitosa (PL), que aumenta o valor das emendas impositivas, já em 2026, ontem o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), decidiu engrossar o caldo, partindo para a Justiça, devido ao atraso das emendas de 2024. Esse assunto vem se arrastando desde o final de dezembro, quando a governadora Raquel Lyra (PSD) deveria liberar o restante dos recursos para parlamentares atenderem às suas bases eleitorais e, principalmente, ao setor da saúde. No dia 7 de janeiro, Álvaro Porto enviou pedido de informação ao Palácio do Campo das Princesas, questionando as razões do não pagamento. Também solicitou ao Tribunal de Contas do Estado a abertura de uma auditoria. Raquel Lyra criou um grupo de trabalho para verificar os motivos da demora para a liberação das emendas e encontrar caminhos para que esse atendimento aos deputados fosse mais ágil. E disse que também mandou reempenhar as emendas para quita-las agora em 2025. No entanto, o presidente da Assembleia disse ontem que acabou a paciência e agora quem vai decidir é o Poder Judiciário. Em relação à PEC que reajusta o valor das emendas para 2% da Receita Corrente Líquida (RCL), já aprovada na CCLJ, Álvaro Porto contou que espera uma nova proposta do Governo para poder avaliar se há condições de reduzir o percentual proposto. Atualmente, as emendas impositivas dos parlamentares representam 0,8% da RCL.
À espera da reunião
O presidente Álvaro Porto (PSDB) reclamou que o Governo desmarcou a reunião que teria com os representantes da Assembleia Legislativa, para tratar sobre a PEC das emendas. “Ontem, era para ter uma reunião, mas o Governo remarcou para sexta-feira. Vamos ver e analisar“, resumiu Porto. A votação no plenário está prevista para terça-feira.
Líder não foi informada
A líder do Governo na Assembleia, Socorro Pimentel (UB), disse que não foi informada sobre a judicialização das emendas de 2024. “Nada nos foi colocado pelo presidente Álvaro Porto. Não sei por qual motivo ele tomou a decisão, já que as emendas foram reempenhadas”, comentou.
Previsão de revoada
A intervenção nacional no diretório do PSDB pode antecipar a debandada geral dos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD). Os deputados estaduais Izaías Régis e Débora Almeida podem alegar que foi o partido que mudou de posição para não perderem os mandatos.
Sem confiança em Lula
A pesquisa Genial Quaest de ontem mostrou um cenário muito complicado para o presidente Lula (PT). Os 56% de reprovação ao seu Governo são reflexo da falta de segurança dos brasileiros de que as condições de vida vão melhorar. No levantamento, 71% acham que Lula não cumpriu as promessas. E 81% consideram a gestão no rumo errado.
À espera da reunião
O presidente Álvaro Porto (PSDB) reclamou que o Governo desmarcou a reunião que teria com os representantes da Assembleia Legislativa, para tratar sobre a PEC das emendas. “Ontem, era para ter uma reunião, mas o Governo remarcou para sexta-feira. Vamos ver e analisar“, resumiu Porto. A votação no plenário está prevista para terça-feira.
Líder não foi informada
A líder do Governo na Assembleia, Socorro Pimentel (UB), disse que não foi informada sobre a judicialização das emendas de 2024. “Nada nos foi colocado pelo presidente Álvaro Porto. Não sei por qual motivo ele tomou a decisão, já que as emendas foram reempenhadas”, comentou.
Previsão de revoada
A intervenção nacional no diretório do PSDB pode antecipar a debandada geral dos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD). Os deputados estaduais Izaías Régis e Débora Almeida podem alegar que foi o partido que mudou de posição para não perderem os mandatos.
Sem confiança em Lula
A pesquisa Genial Quaest de ontem mostrou um cenário muito complicado para o presidente Lula (PT). Os 56% de reprovação ao seu Governo são reflexo da falta de segurança dos brasileiros de que as condições de vida vão melhorar. No levantamento, 71% acham que Lula não cumpriu as promessas. E 81% consideram a gestão no rumo errado.