Denise Rothenburg
deniserothenburg.df@dabr.com.br
Publicação: 03/03/2015 03:00
Antes das ruas
Dois movimentos marcam a largada desta semana: a sanção da lei dos caminhoneiros sem vetos e o tímido recuo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma semana depois de aprovada a concessão de passagens aéreas para as esposas dos deputados. À véspera da divulgação do listão de Rodrigo Janot sobre as autoridades envolvidas na Lava-Jato, essas duas ações ganham peso. Tanto no Planalto quanto no Congresso, a ordem é tirar ingredientes que possam apimentar a manifestação convocada para 15 de março.
Aliás, o monitoramento dos agentes acostumados a acompanhar a preparação e a organização de eventos como esse indica que está mais para os primeiros movimentos de rua de 2009 e de 2011 do que propriamente as grandes evoluções de junho de 2013. Se Dilma conseguir pular essa fogueira, estará passado um momento ruim, mas nada que permita comemoração. Afinal, nada está resolvido a contento, seja dentro do governo, seja no parlamento.
Quem tem tempo...
O governo calcula ter um mês para convencer o PT a votar a favor das medidas provisórias do ajuste fiscal, incluindo a editada na última sexta-feira, com o fim de parte das desonerações da folha de pagamento. Quer ter folga para avaliar o projeto em plenário com calma.
...Não tem pressa
O partido, entretanto, não se mostra disposto a fechar tudo assim, de bate-pronto, sem discussão. É que seus principais caciques já perceberam a armadilha: a oposição diz que os governistas devem apoiar o pacote e coisa e tal, mas bastará o PT fechar apoio às medidas para ser tachado de estelionatário eleitoral pelos mesmos que fazem a cobrança.
Recordar é viver
Os petistas comparam a situação atual à saia justa que passaram quando da reforma da previdência no governo Lula. À época, com toda a popularidade do então presidente, vários parlamentares deixaram o PT e criaram o PSol. Agora, com o prestígio eleitoral em baixa, o risco não é a perda de uma parcela de filiados, mas de reprovação nas urnas.
Impeachment em números
A palavra foi mencionada na internet 129.200 vezes nos últimos 30 dias, sendo 68.200 vezes só na semana passada. Desse total, 13.300 vezes em noticiários e blogs (8.410 na semana que passou). O termômetro indica um estado febril, mas nada que tire o sono ou obrigue um tratamento de choque. Para muitos atentos analistas da internet, há fumaça, mas pouco fogo.
Curtidas
O recado de Renan/ Ao anunciar a ausência no jantar de Dilma com o PMDB, Renan Calheiros quis passar três mensagens, com a lacônica recusa ao convite: 1) Não dirá amém a tudo o que o governo deseja e será sempre uma porta aberta a propostas alternativas. 2) Nada está bem. O PMDB precisa participar da elaboração das medidas antes de anunciá-las. 3) Jantares devem ser feitos depois que está tudo resolvido.
Ordem dos fatores/ A leitura do PMDB sobre o jantar com Dilma Rousseff era do tipo mais do mesmo. Seus caciques consideraram que um encontro desses deveria ser chamado depois que estivesse tudo ajustado entre a presidente e seu maior aliado. Até aqui, nada está resolvido.
Sem disputa/ Paulo Paim, do PT gaúcho, será presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, enquanto Otto Alencar, do PSD da Bahia, ficará com Fiscalização e Controle. “Tudo em casa”, comentam os partidários de Dilma.
Enquanto isso, na CAE.../ Ao que tudo indica, o comando da Comissão de Assuntos Econômicos será decidido no voto. E a tendência é que o escolhido seja Delcídio Amaral (PT-MS), que disputará contra Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Despedidas do dr.. Mozart/ Esta é a ultima semana de Mozart Viana no cargo de secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara. Na semana que vem, assume Silvio Avelino, atual diretor do Departamento de Comissões da Casa.
Contagem regressiva/ É hoje!!! O listão de Janot!!! Mega sena às avessas.
Dois movimentos marcam a largada desta semana: a sanção da lei dos caminhoneiros sem vetos e o tímido recuo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma semana depois de aprovada a concessão de passagens aéreas para as esposas dos deputados. À véspera da divulgação do listão de Rodrigo Janot sobre as autoridades envolvidas na Lava-Jato, essas duas ações ganham peso. Tanto no Planalto quanto no Congresso, a ordem é tirar ingredientes que possam apimentar a manifestação convocada para 15 de março.
Aliás, o monitoramento dos agentes acostumados a acompanhar a preparação e a organização de eventos como esse indica que está mais para os primeiros movimentos de rua de 2009 e de 2011 do que propriamente as grandes evoluções de junho de 2013. Se Dilma conseguir pular essa fogueira, estará passado um momento ruim, mas nada que permita comemoração. Afinal, nada está resolvido a contento, seja dentro do governo, seja no parlamento.
Quem tem tempo...
O governo calcula ter um mês para convencer o PT a votar a favor das medidas provisórias do ajuste fiscal, incluindo a editada na última sexta-feira, com o fim de parte das desonerações da folha de pagamento. Quer ter folga para avaliar o projeto em plenário com calma.
...Não tem pressa
O partido, entretanto, não se mostra disposto a fechar tudo assim, de bate-pronto, sem discussão. É que seus principais caciques já perceberam a armadilha: a oposição diz que os governistas devem apoiar o pacote e coisa e tal, mas bastará o PT fechar apoio às medidas para ser tachado de estelionatário eleitoral pelos mesmos que fazem a cobrança.
Recordar é viver
Os petistas comparam a situação atual à saia justa que passaram quando da reforma da previdência no governo Lula. À época, com toda a popularidade do então presidente, vários parlamentares deixaram o PT e criaram o PSol. Agora, com o prestígio eleitoral em baixa, o risco não é a perda de uma parcela de filiados, mas de reprovação nas urnas.
Impeachment em números
A palavra foi mencionada na internet 129.200 vezes nos últimos 30 dias, sendo 68.200 vezes só na semana passada. Desse total, 13.300 vezes em noticiários e blogs (8.410 na semana que passou). O termômetro indica um estado febril, mas nada que tire o sono ou obrigue um tratamento de choque. Para muitos atentos analistas da internet, há fumaça, mas pouco fogo.
Curtidas
O recado de Renan/ Ao anunciar a ausência no jantar de Dilma com o PMDB, Renan Calheiros quis passar três mensagens, com a lacônica recusa ao convite: 1) Não dirá amém a tudo o que o governo deseja e será sempre uma porta aberta a propostas alternativas. 2) Nada está bem. O PMDB precisa participar da elaboração das medidas antes de anunciá-las. 3) Jantares devem ser feitos depois que está tudo resolvido.
Ordem dos fatores/ A leitura do PMDB sobre o jantar com Dilma Rousseff era do tipo mais do mesmo. Seus caciques consideraram que um encontro desses deveria ser chamado depois que estivesse tudo ajustado entre a presidente e seu maior aliado. Até aqui, nada está resolvido.
Sem disputa/ Paulo Paim, do PT gaúcho, será presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, enquanto Otto Alencar, do PSD da Bahia, ficará com Fiscalização e Controle. “Tudo em casa”, comentam os partidários de Dilma.
Enquanto isso, na CAE.../ Ao que tudo indica, o comando da Comissão de Assuntos Econômicos será decidido no voto. E a tendência é que o escolhido seja Delcídio Amaral (PT-MS), que disputará contra Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Despedidas do dr.. Mozart/ Esta é a ultima semana de Mozart Viana no cargo de secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara. Na semana que vem, assume Silvio Avelino, atual diretor do Departamento de Comissões da Casa.
Contagem regressiva/ É hoje!!! O listão de Janot!!! Mega sena às avessas.