Josué nogueira
Publicação: 01/03/2015 03:00
Sina de Marina
Uma conversa informal com lideranças tucanas na semana passada dá uma medida do quanto o prestígio de Marina Silva está em baixa. Ao colocar a senadora na pauta, um parlamentar ironizou o isolamento que a ex-presidenciável do PSB vem amargando. “Até o grande assessor dela, nosso colega Feldman, deixou a nova politica e agora virou secretário geral da CBF”, sublinhou, referindo-se a Walter Feldman, 60 anos, coordenador da campanha de Marina em 2014 e agora ocupante de cargo na politicagem do futebol. O comentário talvez saísse com mais propriedade da boca de um petista. Afinal, Marina apoiou o candidato tucano Aécio Neves no segundo turno. Porém, nem o PSB, sigla pela qual disputou a eleição, tem feito referência a ela. Para os socialistas, Marina é assunto que ficou no passado. Mesmo entre os próprios companheiros da Rede Solidariedade, o tal partido que ela tenta oficializar desde 2011, a situação está boa. Parte deles abriu dissidência e decidiu formar uma nova sigla. Agora, surge mais um elemento a travar a liderança de Marina. Desta vez de ordem legal. Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que freia a criação de novos partidos. O texto seguiu para o Senado e é motivo de preocupação para a ex-senadora. Principalmente porque impede que eleitores filiados a uma legenda assinem a ficha de criação de outra. Quer dizer, do jeito que vai, Marina, que já esteve no PV e PSB, terá de encontrar uma terceira sigla para abrigar sua candidatura, caso queira voltar a concorrer ao Planalto. Os muitos votos (22,1 milhões) devem lhe voltar a abrir portas.
Ordem dos fatores
Na nota em que indica de como se portará no processo eleitoral de 2016, o PSDB do Recife afirma que a “decisão local pela disputa da Prefeitura da Cidade do Recife não interfere nas alianças partidárias já firmadas, nem futuras”. Alterando a ordem dos fatores, o partido afirma que aliança alguma terá o poder de impedir a candidatura própria dos tucanos na capital. Será?
Vão fazer o quê?
O curioso é que a tensão municipal entre PSDB e PSB contrasta com a aliança sólida que os tucanos mantêm com socialistas no estado. Como se sabe, nomes do PSDB estão muito bem acomodados na base e nos cargos do governo Paulo Câmara. Aliás, uma pergunta é necessária nesta história toda. Estes ocupantes de secretarias e órgãos permanecerão no governo quando a campanha de 2016 colocar os dois partidos em pé de guerra pela Prefeituira do Recife?
Só na cautela
Opositor do PT, o deputado federal Augusto Coutinho (SD) é contra o movimento pró-impeachment de Dilma. Para ele, fato algum mostra o envolvimento direto da petista em roubalheira. "Precisamos ter cuidado. Não podemos instituir o golpismo no Brasil. 56 milhões de eleitores votaram nela e precisamos respeitar essas pessoas. Se surgir algo que a envolva, serei o primeiro a ir às ruas para pedir a saída dela", diz.
Primeiro eu!
A movimentação nacional de Fernando Bezerra Coelho tem sido tão intensa e relevante que corremos o risco de ver o senador ser recebido pela presidente Dilma Rousseff antes mesmo do governador Paulo Câmara.
Elas duas
Aline Mariano está para o PSDB assim como Marília Arraes está para o PSB. Esta foi eleita governista, mas passou para oposição sem se desfiliar. O mesmo fez Aline, mas em movimento contrário. Deixou a oposição e aderiu ao governo sem dar indício de que sairá do partido.
Uma conversa informal com lideranças tucanas na semana passada dá uma medida do quanto o prestígio de Marina Silva está em baixa. Ao colocar a senadora na pauta, um parlamentar ironizou o isolamento que a ex-presidenciável do PSB vem amargando. “Até o grande assessor dela, nosso colega Feldman, deixou a nova politica e agora virou secretário geral da CBF”, sublinhou, referindo-se a Walter Feldman, 60 anos, coordenador da campanha de Marina em 2014 e agora ocupante de cargo na politicagem do futebol. O comentário talvez saísse com mais propriedade da boca de um petista. Afinal, Marina apoiou o candidato tucano Aécio Neves no segundo turno. Porém, nem o PSB, sigla pela qual disputou a eleição, tem feito referência a ela. Para os socialistas, Marina é assunto que ficou no passado. Mesmo entre os próprios companheiros da Rede Solidariedade, o tal partido que ela tenta oficializar desde 2011, a situação está boa. Parte deles abriu dissidência e decidiu formar uma nova sigla. Agora, surge mais um elemento a travar a liderança de Marina. Desta vez de ordem legal. Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que freia a criação de novos partidos. O texto seguiu para o Senado e é motivo de preocupação para a ex-senadora. Principalmente porque impede que eleitores filiados a uma legenda assinem a ficha de criação de outra. Quer dizer, do jeito que vai, Marina, que já esteve no PV e PSB, terá de encontrar uma terceira sigla para abrigar sua candidatura, caso queira voltar a concorrer ao Planalto. Os muitos votos (22,1 milhões) devem lhe voltar a abrir portas.
Ordem dos fatores
Na nota em que indica de como se portará no processo eleitoral de 2016, o PSDB do Recife afirma que a “decisão local pela disputa da Prefeitura da Cidade do Recife não interfere nas alianças partidárias já firmadas, nem futuras”. Alterando a ordem dos fatores, o partido afirma que aliança alguma terá o poder de impedir a candidatura própria dos tucanos na capital. Será?
Vão fazer o quê?
O curioso é que a tensão municipal entre PSDB e PSB contrasta com a aliança sólida que os tucanos mantêm com socialistas no estado. Como se sabe, nomes do PSDB estão muito bem acomodados na base e nos cargos do governo Paulo Câmara. Aliás, uma pergunta é necessária nesta história toda. Estes ocupantes de secretarias e órgãos permanecerão no governo quando a campanha de 2016 colocar os dois partidos em pé de guerra pela Prefeituira do Recife?
Só na cautela
Opositor do PT, o deputado federal Augusto Coutinho (SD) é contra o movimento pró-impeachment de Dilma. Para ele, fato algum mostra o envolvimento direto da petista em roubalheira. "Precisamos ter cuidado. Não podemos instituir o golpismo no Brasil. 56 milhões de eleitores votaram nela e precisamos respeitar essas pessoas. Se surgir algo que a envolva, serei o primeiro a ir às ruas para pedir a saída dela", diz.
Primeiro eu!
A movimentação nacional de Fernando Bezerra Coelho tem sido tão intensa e relevante que corremos o risco de ver o senador ser recebido pela presidente Dilma Rousseff antes mesmo do governador Paulo Câmara.
Elas duas
Aline Mariano está para o PSDB assim como Marília Arraes está para o PSB. Esta foi eleita governista, mas passou para oposição sem se desfiliar. O mesmo fez Aline, mas em movimento contrário. Deixou a oposição e aderiu ao governo sem dar indício de que sairá do partido.