Publicação: 20/03/2015 03:00
Que o petista José Dirceu é um homem de várias faces — de guerrilheiro a deputado, de ex-todo-poderoso ministro do governo Lula a empresário bem-sucedido e, recentemente, presidiário — todos sabem. Uma versatilidade que ele levou também para sua empresa JD Assessoria e Consultoria, agora investigada na Operação Lava-Jato por suspeita de lavagem de dinheiro desviado da Petrobras por meio de um grupo de empreiteiras. Além de prestar consultoria a pelo menos seis delas, que segundo o Ministério Público alimentaram o esquema de pagamento de propina na estatal, a JD foi contratada por empresas dos mais diversos ramos: imobiliário, cultural, cervejaria, laticínio, marketing, editorial, advocatício, elétrico, digital, alimentício, vidraçaria, telecomunicações e automobilística, no período de 2006 a 2013, segundo levantamento da Receita Federal enviado ao juiz Sérgio Moro.
As consultorias renderam R$ 29,25 milhões à JD — fundada depois que José Dirceu deixou o governo e foi cassado pelo Congresso — nos últimos sete anos, sendo que somente as empreiteiras OAS, Engevix, UTC, Camargo Corrêa, Egesa, Galvão Engenharia pagaram R$ 7,5 milhões, segundo o documento da Receita Federal, que tem 17 páginas dedicadas ao petista. O que tem chamado a atenção da força-tarefa responsável pelas 10 etapas da Operação Lava-Jato é o aumento da prestação de serviços às empreiteiras suspeitas, especialmente, entre 2010 e 2012. Somente em 2010, ano eleitoral, a JD faturou R$ 2,44 milhões com contratos com a Delta Engenharia, OAS, Egesa, Engevix, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia. E em 2012, outro ano de campanha eleitoral, empresas do mesmo grupo pagaram à consultoria de José Dirceu R$ 3,06 milhões.
As consultorias renderam R$ 29,25 milhões à JD — fundada depois que José Dirceu deixou o governo e foi cassado pelo Congresso — nos últimos sete anos, sendo que somente as empreiteiras OAS, Engevix, UTC, Camargo Corrêa, Egesa, Galvão Engenharia pagaram R$ 7,5 milhões, segundo o documento da Receita Federal, que tem 17 páginas dedicadas ao petista. O que tem chamado a atenção da força-tarefa responsável pelas 10 etapas da Operação Lava-Jato é o aumento da prestação de serviços às empreiteiras suspeitas, especialmente, entre 2010 e 2012. Somente em 2010, ano eleitoral, a JD faturou R$ 2,44 milhões com contratos com a Delta Engenharia, OAS, Egesa, Engevix, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia. E em 2012, outro ano de campanha eleitoral, empresas do mesmo grupo pagaram à consultoria de José Dirceu R$ 3,06 milhões.
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