Publicação: 19/06/2018 03:00
A rica história do município de Escada, na Mata Sul de Pernambuco, revela também o aspecto da religiosidade católica com a devoção à Nossa Senhora da Aparição ou, como ficou conhecida, Nossa Senhora de Escada. O nome da cidade provém da capela erguida por missionários da Congregação do Oratório, vinda de Portugal para a catequese dos índios. Como a capela estava localizada no alto do terreno, foi construída uma escada para dar acesso a um “nicho” em louvor a Nossa Senhora d’Apresentação, que ficou conhecida como Nossa Senhora da Escada.
“Os índios passaram a chamar o lugar de Nossa Senhora de Escada e o nome acabou pegando. A devoção dos índios era tanta que eles chegaram a fazer uma réplica da estátua que veio de Portugal e que foi levada para a igreja. A imagem ocupa um lugar especial em um santuário no lado esquerdo da entrada do templo. A imagem feita pelo índios foi localizada no engenho Limoeirinho pelo padre Geraldo Leite no ano do bicentenário da paróquia em 1984. Foi ele quem levou a imagem feita pelos índios para a igreja”, explicou o pedagogo Marconi Leite, 23 anos, que fez um trabalho acadêmico sobre a história da santa.
No altar-mor se encontra a imagem trazida pelos portugueses. É ela que é levada no andor nas procissões.
Devota da santa, a auxiliar-admistrativa Flávia Valéria de Oliveira Santos, 53 anos, costuma ir ao santuário para rezar sempre que sente necessidade espiritual, mas até então não conhecia a história da santa que deu origem ao nome da cidade. “Sou batizada, fiz a comunhão, me crismei e casei nesta igreja, mas não sabia que o nome Escada tinha surgido a partir dos índios”, contou.
“Os índios passaram a chamar o lugar de Nossa Senhora de Escada e o nome acabou pegando. A devoção dos índios era tanta que eles chegaram a fazer uma réplica da estátua que veio de Portugal e que foi levada para a igreja. A imagem ocupa um lugar especial em um santuário no lado esquerdo da entrada do templo. A imagem feita pelo índios foi localizada no engenho Limoeirinho pelo padre Geraldo Leite no ano do bicentenário da paróquia em 1984. Foi ele quem levou a imagem feita pelos índios para a igreja”, explicou o pedagogo Marconi Leite, 23 anos, que fez um trabalho acadêmico sobre a história da santa.
No altar-mor se encontra a imagem trazida pelos portugueses. É ela que é levada no andor nas procissões.
Devota da santa, a auxiliar-admistrativa Flávia Valéria de Oliveira Santos, 53 anos, costuma ir ao santuário para rezar sempre que sente necessidade espiritual, mas até então não conhecia a história da santa que deu origem ao nome da cidade. “Sou batizada, fiz a comunhão, me crismei e casei nesta igreja, mas não sabia que o nome Escada tinha surgido a partir dos índios”, contou.