Combate ao Aedes ainda sofre barreiras
Entre dezembro e março, os agentes de saúde do Recife visitaram mais de 450 mil imóveis. Mas 24% deles não foi possível vistoriar
LARISSA AGUIAR
Publicação: 02/04/2025 03:00
Quase 24% dos imóveis visitados pelos agentes de saúde da Prefeitura do Recife entre dezembro de 2024 e março de 2025 estavam fechados ou tiveram a entrada negada pelos moradores. Essas ações comprometem as medidas de combate ao Aedes aegypti e podem dificultar a redução dos casos da doença na capital pernambucana.
De acordo com a Vigilância Ambiental do município, no período analisado, foram inspecionados 465.749 imóveis, o que representa 76,06% do total visitado. Em 146.600 deles (23,94%), os agentes não puderam realizar a vistoria necessária. A recusa ou a ausência dos moradores impede a identificação e eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
CASOS
Os dados revelam que, até a 12ª semana epidemiológica de 2025, Recife registrou 1.330 casos suspeitos de arboviroses. Destes, foram confirmados 183 casos de dengue e 49 de chikungunya. Apesar da redução de 74,4% no número de casos notificados em relação ao mesmo período de 2024, os especialistas alertam que o momento exige atenção e continuidade das ações preventivas.
Para contornar o problema dos imóveis fechados, a prefeitura tem intensificado as ações educativas e a conscientização da população. “Temos trabalhado para que os moradores entendam a importância de permitir a entrada dos agentes de saúde. A visita regular é essencial para evitar períodos epidêmicos”, afirma Vania Nunes, gerente de Vigilância Ambiental do Recife.
De acordo com a Vigilância Ambiental do município, no período analisado, foram inspecionados 465.749 imóveis, o que representa 76,06% do total visitado. Em 146.600 deles (23,94%), os agentes não puderam realizar a vistoria necessária. A recusa ou a ausência dos moradores impede a identificação e eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
CASOS
Os dados revelam que, até a 12ª semana epidemiológica de 2025, Recife registrou 1.330 casos suspeitos de arboviroses. Destes, foram confirmados 183 casos de dengue e 49 de chikungunya. Apesar da redução de 74,4% no número de casos notificados em relação ao mesmo período de 2024, os especialistas alertam que o momento exige atenção e continuidade das ações preventivas.
Para contornar o problema dos imóveis fechados, a prefeitura tem intensificado as ações educativas e a conscientização da população. “Temos trabalhado para que os moradores entendam a importância de permitir a entrada dos agentes de saúde. A visita regular é essencial para evitar períodos epidêmicos”, afirma Vania Nunes, gerente de Vigilância Ambiental do Recife.