Um drama que começou na terça

Publicação: 31/03/2025 03:00

O drama da garota Ingridy Vitória e da sua família começou na manhã da terça-feira (25). A mãe Adriana Gomes havia levado a filha, de 13 anos, e o filho Marcos, de 4 anos, para Curuçá, cidade baiana que faz divisa com a pernambucana Santa Maria da Boa Vista, a fim de visitar o pai deles.

Para retornar à zona rural de Santa Maria, Adriana aceitou a insistente oferta de carona de Jocelmo Caldas da Silva, vizinho do pai da menina que já havia prestado o serviço de transporte entre as cidades anteriormente. O motorista, no entanto, passou da entrada de Santa Maria, pegando uma estrada de terra antes de Cabrobó. Questionado por Adriana sobre a mudança do percurso, Jocelmo tentou desconversar, mas logo ficou claro o que o objetivo do homem era sequestrar a garota.

INVESTIGAÇÕES
Jocelmo amarrou as mãos da mãe e desapareceu com Ingridy por entre a vegetação da caatinga. Adriana conseguiu se soltar e fugiu com Marcos a fim de buscar ajuda. Foi levada até a delegacia municipal, onde relatou o caso e as investigações tiveram início.

Uma viatura foi mandada até o local onde Jocelmo havia abandonado o carro. Foram encontradas sacolas com comida, cordas e faca, confirmando a predisposição do homem em realizar o sequestro. Durante esse tempo, foi encontrada uma carta escrita por Jocelmo, onde ele deixava explícita a sua obsessão pela menina. “Ingridy Vitória não vai ter sossego nem de dia nem de noite enquanto você não estiver aos meus pés”, dizia a carta.

A partir de então se iniciaram as buscas para encontrar o paradeiro do sequestrador e sua vítima. Uma grande operação foi montada pela Secretaria de Defesa Social (SDS), envolvendo voluntários da região, policiais de diversos destacamentos, cães farejadores e até aeronaves. Nascido e criado naquela região, Jocelmo conseguiu se manter escondido durante quase cinco dias até ser encontrado.